AutchNews 12 de outubro de 2026

Brasil·Tecnologia

Relatório do TSE descarta fake news no canal 'Exército do Lula'

Por Marcos Tavares ·

Senior man marking a ballot at a voting booth in an indoor polling station.
Imagem ilustrativa Pexels

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não encontrou fake news no canal de WhatsApp 'Exército do Lula', administrado pelo deputado federal André Janones. A área técnica do TSE analisou postagens realizadas entre os dias 2 e 11 de outubro, concluindo que não houve reproduções das afirmações denunciadas por Flávio Bolsonaro.

O canal, que conta com mais de 3 milhões de seguidores, foi suspenso pelo presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, atendendo a um pedido de Flávio Bolsonaro. A decisão foi revertida por Ricardo Villas Bôas Cueva, corregedor-geral da Justiça Eleitoral, que considerou não haver elementos suficientes para justificar a suspensão.

O relatório técnico também apresentou algumas ressalvas, apontando a presença de 'atuação coordenada' para disseminar conteúdo e destacando o uso de linguagem polarizadora nas mensagens. Apesar disso, o TSE não identificou nenhuma publicação que pudesse ser classificada como fake news.

A legalidade do canal estava judicializada no TSE antes mesmo da suspensão determinada por Nunes Marques. A campanha de Flávio Bolsonaro moveu uma ação solicitando a cassação do mandato de Janones. Em contrapartida, André Janones negou usar o canal para disseminação de notícias falsas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também criticou a decisão de suspensão do canal, questionando a atuação da Justiça Eleitoral e afirmando que o presidente do TSE 'não pode ter lado'. Com a reativação do canal, Villas Bôas Cueva também solicitou informações adicionais, mas optou por não suspender novamente o canal.

Os próximos passos incluem a análise das informações complementares solicitadas por Villas Bôas Cueva, enquanto a campanha de Flávio Bolsonaro deve continuar com a ação contra Janones. O caso segue acompanhando as tensões políticas em torno do uso de redes sociais durante o período eleitoral.

Leia também