AutchNews 9 de outubro de 2026

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Navanethem Pillay, jurista sul-africana, recebe o Prêmio Nobel da Paz 2026 por promover direitos humanos

Por Helena Bruno ·

Three vividly colored globes displayed against a blue and pink backdrop, highlighting geography and education.
Imagem ilustrativa Pexels

Na cidade de Oslo, na Noruega, foi anunciado que a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay é a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026. De acordo com o Comitê Norueguês do Nobel, Pillay foi reconhecida por seus esforços na promoção da paz e do direito internacional. Isso ocorre em um contexto global onde o Instituto de Pesquisa da Paz de Oslo relatou a existência de 65 conflitos armados envolvendo pelo menos um Estado em 2025, o maior número desde 1946.

A cerimônia de entrega do Nobel da Paz está prevista para ocorrer em 10 de dezembro de 2026, também em Oslo. Pillay, que tem 85 anos, teve uma longeva carreira dedicada aos direitos humanos. Ela foi a primeira mulher não branca a abrir um escritório de advocacia na província sul-africana de Natal, em 1967, e foi juíza e presidente do Tribunal Penal Internacional para Ruanda. Entre 2008 e 2014, Pillay ocupou o cargo de alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos e presidiu a Comissão Internacional Independente de Investigação da ONU sobre o Território Palestino Ocupado.

Segundo o presidente do comitê, Jorgen Watne Frydnes, a capacidade de resolver conflitos está intrinsecamente ligada à manutenção de um Estado de Direito internacional sólido, destacando a importância de um sistema jurídico internacional para garantir um mundo pacífico. Neste ano, o comitê recebeu um total de 287 candidaturas ao prêmio, incluindo 208 pessoas e 79 organizações. Para 2026, o valor do Nobel da Paz é de 12 milhões de coroas suecas.

O trabalho de Pillay sucede o realizado por María Corina Machado, vencedora do prêmio em 2025, que reconheceu a luta por mudanças democráticas em sua região. A trajetória de Pillay, que ajudou a estabelecer um marco jurídico reconhecendo a violação sexual como ato de genocídio, reflete sua resistência ao regime de segregação racial do apartheid na África do Sul, fundamentando assim sua contribuição à paz e ao direito internacional.

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