Estados Unidos firmam acordo petrolífero controverso com a Venezuela após captura de Maduro
Na Venezuela, a presidente interina Delcy Rodríguez anunciou um acordo histórico com os Estados Unidos, que permitirá à Casa Branca o controle de 65 bilhões de barris de reservas de petróleo venezuelanas. A declaração foi feita quase nove meses após a captura do presidente Nicolás Maduro pelas forças armadas dos Estados Unidos. Durante o final de semana, Rodríguez reforçou, por meio de um discurso transmitido pela televisão pública, que a Venezuela mantém a soberania sobre seus recursos, apesar da parceria com a administração norte-americana.
Na capital dos Estados Unidos, o ex-presidente Donald Trump usou as redes sociais para sublinhar que o acordo foi fruto de negociações envolvendo o ex-secretário de Estado, Marco Rubio, e o ex-secretário de Defesa, Pete Hegseth. A operação militar que levou à captura de Maduro foi vista como um ponto de inflexão nas relações entre os dois países, abrindo caminho para novas dinâmicas políticas e econômicas.
O anúncio do acordo gerou várias dúvidas sobre a validade legal do tratado e suas implicações econômicas para ambos os países, especialmente em um momento de crise nas indústrias petrolíferas devido à falta de investimentos e sanções anteriores. O governo dos EUA revelou que a empresa North American Blue Energy Partners, ligada ao Pentágono, será a responsável por controlar 21% das reservas de petróleo da Venezuela por 100 anos. Este passo só foi possível após a Venezuela aprovar mudanças na Lei do Petróleo, permitindo que empresas privadas explorem suas reservas, destacando um renascimento potencial da economia venezuelana.